quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Isto de Coimbra

Pois bem, estou esta semana em Coimbra, e houve um dia em que fomos à Universidade, pois fizeram daquilo uma espécie de museu. Então estávamos lá dentro, na zona das casas de banho. E estavam duas mulheres, que deviam ser as senhoras de limpeza das casas de banho pois estavam fardadas para tal, estavam estas duas mulheres a conversarem sentadas à porta da casa de banho, e a minha irmã e uma amiga queriam ir à casa de banho então foram, entrou primeiro a amiga e depois foi a minha irmã, quando a minha irmã estava a entrar uma das mulheres vira-se e diz num tom de indignada por não lhe terem dito nada: BOA tarde, e a minha irmã responde no mesmo tom.
Então a mulher vira-se para mim: Os portugueses são muito mal educados.
E eu não querendo desmentir a senhora tão educada limito-me a virar a cara.

Então mas estão duas mulheres à porta da casa de banho a terem uma conversa muito importante era óbvio que não iríamos interromper.


Depois, já tinha-mos visto tudo só faltava a Sala dos Capelos. Na bilheteira tinham-nos dado uma espécie de mapa, que era uma fotografia panorâmica onde tinham assinalado as entradas para os diversos sítios. Então fomos para a entrada da Sala dos Capelos e entramos e era uma sala vazia com umas escadas à direita, subimos as escadas e chegamos lá a cima, e entramos dentro duma sala onde estava uma secretária com um segurança na parede do fundo, uma porta grande e velha (pensamos que seria e porta da Sala dos Capelos), à nossa esquerda, e a porta da sala onde nos encontrávamos abria para dentro para a direita. E perguntamos o que é que era ali.
E o segurança responde: Aqui (e aponta para a esquerda (a porta grande e velha)) são escritórios, para visitar é para aquele lado (e aponta vagamente para o lado direito).
Nós: Obrigado - E fomos embora.
Andamos, andamos à volta à procura da Sala dos Capelos, e passado para aí 30 minutos de procura fomos perguntar a um segurança onde era a sala, e este aponta para onde tinha-mos ido anteriormente. Então voltamos para a sala vazia, voltamos a subir as escadas à direita, e chegamos à outra e sala e dissemos: Disseram-nos que era aqui a Sala dos Capelos.
Segurança: Sim, é aqui neste edifício.
Nós: E então... Como é que vamos para lá?
Segurança: Têm bilhete?
Nós: Temos.
E entregamos lhe o bilhete, e ele olha e diz, é ai nessa porta à direita.

Pronto a entrada era atrás da porta da entrada da sala onde estava o segurança. Claro que me deu vontade de estrangular o segurança por nos ter feito andar às voltas durante meia hora à procura da Sala dos Capelos.

sábado, 13 de agosto de 2011

Eu devo ser a única pessoa que não se interessa pela vida das outras pessoas. Nem pela minha me interesso quanto mais pela das outras.

Epá, não tenho nada Para fazer então vou escrever o meu sonho de vida.
O meu sonho de vida é acabar o secundário e ir para a universidade, mas como eu sonho muito alto, eu quero ir para a universidade no estrangeiro, e não é só um ano, é o curso todo, tipo Estocolmo, Oslo. Depois de acabar o curso e obter o meu college degree, irei viver para para um cidade grande tipo Londres, Nova Iorque, irei trabalhar como é óbvio, e passado alguns anos volto a mudar de cidade/país. Ficando nesta vida assim uns anitos, acompanhado ou não, pouco interessa.
Após viver esta vida meio nómada, comprarei uma casa com vista para o mar.

Assim viverei feliz para o resto da minha vida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O motivo por não acreditar em Deus e não ser religioso

Eu não acredito em Deus, e tenho motivos por não acreditar. Não sou daquelas pessoas que dizem que não acreditam em Deus só para serem fixes.

Motivos:
1- Dizem que Deus existe e criou o mundo, então mas, se assim é, de onde vem Deus? Quem é o criou? Dizem os religiosos que a teoria do Big Bang é estúpida porque o mundo não se cria a partir do nada, mas se foi Deus que criou o mundo, alguém teve de o criar.

2- Se Deus existe porque é que existe tanta pobreza no mundo? Porque é que morrem diariamente muitas crianças à fome?

3- Se Deus existe porque é que existe tanto racismo entre as criações de Deus? Sendo nós humanos, criados por Deus, porque é que nos odiamos uns aos outros simplesmente por não sermos iguais, por termos cores de pele diferentes, por termos diferentes orientações sexuais?

4- Se Deus nos criou, porque é que não gosta da homossexualidade? Não foi ele que nos criou como quis? Foi ele criar uma coisa que ele próprio não gosta?

Aborrece-me pensar em outras razões por não acreditar em Deus. Isto veio-me porque a minha avó estava a ler o livro "O céu existe mesmo" que é sobre um rapaz que enquanto estava a ser operado alega que foi ao céu e falou com Jesus e com anjos e sei lá mais o quê. Eu obviamente perguntei-lhe se o miúdo não estava sob o efeito de analgésicos, e se a família dele não seria religiosa e ele enquanto esteve a ser operado não terá tido um sonho que lhe parecera real. Mas como é óbvio a minha avó começou a dizer que não, que Deus existe e não sei mais o quê.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Odeio quando pensam que são melhores que mim e fazem ainda pior que eu.

A minha mãe estava a ver televisão, a aparelhagem do jardim estava a tocar, e o meu pai estava a comer laranja ao lado da minha mãe. Eu viro-me para o meu pai e digo:
- Porque é que não há água?
E o meu pai: Não sei... E luz há?
E eu: Epá, não sei... A tua mulher está aqui a ver televisão, a aparelhagem da rua está a tocar, mas acho que não, não há luz.

Passado um bocado. Vira-se a minha mãe.
- Tomás, fechaste a torneira?
E o meu pai: Qual torneira?
E a minha mãe: A torneira da mangueira, o Tomás diz que a mangueira não estava lá ligada.
E o meu pai: Então não fechaste a torneira?
E eu: Eu sabia lá que era para fechar.
E o meu pai: Não era óbvio? Então uma torneira está aberta, a deitar água, e está uma mangueira lá ao lado no chão. Não era óbvio que a mangueira tinha saltado?
E eu: Não, não era óbvio, porque a torneira está em cima dum canteiro e a água estava a cair para o canteiro. Não pensei que tinha sido a mangueira que magicamente se tinha desencaixado da torneira, mas sim que tinhas sido tu que tinhas tirado a mangueira para regar o canteiro.
E o meu pai: Então mas tu com o teu sentido crítico não viste logo que era para desligar?
E eu: Falas tu, que me pergunta se há luz, quando está uma televisão ao teu lado ligada.

Enfim.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Factos

1-Eu uso o mesmo tipo de roupa para dormir, o ano inteiro, seja verão, seja inverno. Durmo, sempre, com a t-shirt e os boxers que usei nesse dia. Não é que não tenha pijamas em casa, porque até tenho. Só que a preguiça que eu sinto, ao ter de despir a roupa e vestir a roupa...

2- Nunca faço a cama. Nunca faço a cama por duas simples razões, não vou estar a gastar energia e tempo a fazer a cama se à noite a vou voltar a desfazer, e não a faço porque fica sempre mal feita.

3- É raro eu conseguir ver um filme do início ao fim, sem fazer pelo menos uma pausa de uma/duas horas. Excepto quando vou ao cinema.

4- Não gosto de batatas. Não gosto de batatas daquelas amarelas cozidas, assadas, grelhadas, nem transformadas em puré, só fritas e é de pacote. E também não gosto de batatas doces.

5- Compro muitos livros, mas eu a ler livros é como a ver filmes, não consigo ler um livro até ao fim, sem fazer pausas de semanas.

6- Aquelas disciplinas que normalmente ninguém gosta, e até sentem aversão, são as únicas disciplinas que eu gosto e até sou bom, são elas matemática e física e química. É a verdade.

E já estou farto de fazer isto.

Barulhos Enervantes

Existem certos tipos de barulhos que simplesmente me tiram toda a saniedade mental e me levam à loucura. Um deles é o tic-tac dos relógios de pulso. Esse é capaz de ser o barulho que mais me enerva de todos os tempos simplesmente porque nunca acaba nem tem um momento de pausa.

Este barulho consegue enervar-me imenso principalmente quando estou a tentar dormir. Estou num mundo escuro sem nenhum barulho, por mais pequeno que seja, quando começo a ouvir, primeiro muito baixinho e depois vai aumentando de volume até ser a única coisa que consigo ouvir, começo a ouvir o tic-tac do ponteiro dos segundos do meu relógio, claro que tiro logo o relógio e atiro para o outro lado do quarto.

Outra coisa que me enerva, que pessoalmente a minha mãe me adora fazer, é quando se está num sítio público como uma esplanada, ou num restaurante, está normalmente existe sempre aquele barulho de fundo, sendo praticamente impossível detectar qualquer barulho enervante. Mas por mais impossível que seja a minha mãe consegue detecta-los e informar-me sobre a existência desse barulho e não descansa até eu ouvir.

Claro que como a nossa mente é também muito simpática, rapidamente chego ao momento que não consigo ouvir outra coisa se não aquele piib piib piib que a minha mãe, muito contente, me disse que existia. Sempre muito simpática a minha mãe.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pelo que parece tenho ar de pescador. Estava há alguns dias na praia, e estava a entrar dentro de um café para almoçar, quando sai de lá um homem qualquer e vira-se para mim e diz:
-Estava boa a pesca, hoje de manhã?
-Eu? - ele era meio estrábico e como não o conhecia não sabia se aquilo seria para mim.
-Sim, tu.
-Deve estar a confundir-me, eu não fui à pesca hoje de manhã.
- Tens a certeza que não eras tu?
-Tenho.
-Ah, então desculpa.

E por incrível que pareça o meu pai consegue confundir-me com a minha irmã. Hoje vira-se para mim:
-Onde está a máquina fotográfica?
-Sei lá, eu pu-la em cima da bancada ontem à tarde.
-Não, mas ontem à noite vieste busca-la e até me pediste o cabo da máquina.
-Não fui eu, pai.
-Não? Mas olha que a levaste para cima.
-Estás trocado pai, não pedi nenhuma máquina ontem à noite, foi a Joana (a minha irmã).
-Hum.. Tenho a certeza que foste tu.
-Está bem, já te disse que não fui eu, chato.